Sem o auxílio moradia da prefeitura e governo, os cerca de 130 desabrigados das chuvas da Rua de Deus, em Paripe, se viram como podem para conseguir um teto num local em que a especulação imobiliária inflacionou o valor dos aluguéis, como denunciou na terça-feira (19) o CORREIO.
Aluguéis de R$ 180, em média, passaram a custar R$ 300. Cansados de esperar pelas autoridades, a maioria tira do próprio bolso para não ficar na rua ou na casa de parentes.
O operador de produções e evangélico Paulo Herique Ferreira da Silva contou com a solidariedade. Após a reportagem do CORREIO, Paulo Henrique, que ficou abrigado numa igreja, sequer precisou dar entrada. “A proprietária confiou. Disse a ela que o dinheiro do governo vai sair. Não é todo mundo que quer se aproveitar da desgraça dos outros”.
Exceção. Os que não conseguem convencer os proprietários sofrem com a alta dos aluguéis e a falta da verba governamental. Somente cerca de 30 desabrigados conseguiram teto definitivo. “Tirei de onde não tinha e paguei caro por uma casa que não valia o preço”, diz a dona de casa Fernanda Reis.
Tanto a Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad) e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Conder) alegam falta de documentação dos moradores para liberar verba.
A Conder, que cadastrou 42 famílias, exige o contrato de aluguel antes de liberar o dinheiro. “Esse é o procedimento, já que não liberamos verba emergencial”, diz a presidente do órgão, Maria Del Carmen. A Setad informou que o cadastramento das famílias está em fase de finalização.
FONTE: CORREIO

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