O forte período de chuvas entre os meses de abril e junho podem aumentar o número de casos de dengue no estado. De acordo com Juarez Dias, coordenador da Vigilância Epidemiológica do estado, o mosquito aedes aegipty, transmissor da doença, se desenvolve em ambientes quentes e úmidos e se o período de chuvas vier acompanhado de intervalos de sol poderá haver crescimento de casos.
“O período de maior incidência de dengue é entre dezembro e março, por ser um período de calor e chuvas. Temos que torcer para, se chover, as chuvas sejam torrenciais, o que impede a ação do mosquito, pois ele não consegue se reproduzir nem voar com muita chuva”, ressaltou Juarez. Contudo, ele faz um alerta “apesar das fortes chuvas afastarem um pouco a dengue, temos que ficar atentos ao avanço da leptospirose nesse período”.
A meteorologista Cláudia Valéria Silva, 4º Distrito de Metereologia do Instituto Nacional de Meteorologia/Bahia, ressalta que, historicamente, o período de abril até junho apresenta tempo nublado e frequencia maior de chuvas, mas com incidência de sol forte.
Lorene Pinto, superintendente de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), informa que a chuva acrescenta risco à situação da doença no estado, pois serve para “hidratar” os ovos depositados pela fêmea do mosquito nos criadouros. Até a terceira semana de março, segundo dados divulgados ontem pela Sesab, em todo estado, já foram notificados 32.306 casos da doença contra 7.975 registrados no ano passado. A dengue já provocou 29 mortes e outras 68 de pessoas morreram com sintomas da doença estão sendo investigadas pelo Lacen (Laboratório Central Gonçalo Muniz).
FONTE: www.correio24horas.com.br

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