domingo, 15 de março de 2009

CALAMIDADE: Dengue, a falta que a prevenção faz.


Já passou dos limites a situação da dengue na Bahia e, o que é mais preocupante, de nada têm adiantado as ações de emergência adotadas nos últimos dias, pois que o quadro parece ter fugido do controle das autoridades de saúde do Estado. Pessoas já internadas nos hospitais continuam morrendo e centenas de outras contraem a doença a cada dia, sem que os esforços anunciados pela Secretaria de Saúde e pelas prefeituras surtam efeito positivo. Já são mais de 15 mil casos registrados oficialmente este ano (e sabe-se que há uma quantidade enorme de casos que não são notificados)
O problema todo é que a única coisa realmente eficaz contra a dengue é a prevenção. Ações emergenciais não resolvem nada a curto prazo e as pessoas que já contraíram o tipo mais grave da doença ficam realmente correndo muito risco de morte, fato comprovado pelas 40 vítimas que já morreram com suspeita de dengue hemorrágica, de 123 pacientes com este tipo diagnosticado em exames clínicos.
E não é por falta de aviso que a situação chegou a este ponto. Várias matérias publicadas em jornais baianos no segundo semestre de 2008 já alertavam para o risco de um surto de dengue, caso não fossem intensificados os esforços para o combate ao mosquito transmissor da doença. Municípios como Itabuna já vêm sendo apontados há vários meses como propensos a uma epidemia de dengue.
Minha mãe costumava dizer que "quem não ouve cuidado ouve coitado". Este é um caso típico, para tristeza e dor de muitas famílias baianas.


Por Paixão Barbosa - Agência ATARDE

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